Nicolas Sarkozy chega ao tribunal de Paris para o julgamento de recurso no caso da Líbia, 8 de abril de 2026.

Claude Guéant é o elo mais fraco e, além do mais, ele não está lá. Este grande prefeito, ex- “colega mais próximo” de Nicolas Sarkozy, cuja conquista do poder acompanhou, nas sombras, tem 81 anos, está gravemente doente, o que lhe permitiu escapar à audiência de recurso e à prisão quando o tribunal o condenou, em primeira instância, a seis anos, em Setembro de 2025. A sua condenação, no julgamento de recurso por suspeita de financiamento líbio da campanha presidencial de 2007, não está em dúvida: recebeu meio milhão de euros da Líbia e comprou, com um modesto empréstimo adicional, um belo apartamento nos belos bairros de Paris.

Nicolas Sarkozy é demasiado astuto para não sentir que o público lhe escapa e, no segundo dia do seu interrogatório, quarta-feira, 8 de abril, resolveu assassinar metodicamente o seu fiel colaborador, cujas grandes qualidades sempre elogiou: é preciso saber sacrificar um peão para permanecer no jogo. O Presidente Olivier Géron, mais imaturo do que nunca, levou-o até lá sem muita dificuldade. Primeiro com a saída, em 2011, de Bechir Saleh, antigo chefe de gabinete do coronel Gaddafi e grande financiador do regime, exfiltrado da Líbia para França, depois, mais discretamente, de França para a África do Sul, quando o novo poder em Trípoli exigiu a sua cabeça à Interpol, um ano depois.

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