Na série de ultimatos lançados por Donald Trump, um deles escapa à atenção internacional, centrado na guerra no Golfo Árabe-Pérsico: a administração americana deu ao Hamas até o “fim de semana” para finalizar um acordo sobre a desmilitarização da Faixa de Gaza, soube O mundo de uma fonte diplomática. A pressão sobre o movimento islâmico, no poder em Gaza desde 2007, está a intensificar-se, aumentando o receio de um reinício das operações militares israelitas em grande escala se não for alcançado um acordo.
Um plano foi apresentado em 24 de março no Conselho de Segurança das Nações Unidas por Nickolaï Mladenov, o alto representante em Gaza do Conselho de Paz, um órgão internacional criado pelo presidente americano para coordenar a reconstrução e a transição política no enclave. Este projecto está distribuído por cinco fases durante um período de oito meses e baseia-se no princípio da“uma autoridade, uma lei, uma arma”, uma referência ao comité de tecnocratas palestinos que supostamente administraria Gaza por um período temporário. Acima de tudo, este plano liga estritamente a reconstrução do território palestiniano devastado por dois anos de guerra ao processo de desarmamento de grupos armados, principalmente o Hamas.
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