A “Estrada Interplanetária para o Espaço”, no Complexo de Lançamento Blue Origin 36, Cabo Canaveral, Flórida, em 2021.

A oficina perdida numa zona industrial de Seattle (Washington) cheira a óleo usado, e Finn van Donkelaar, entre as suas fresadoras e as suas ferramentas do século XXe século, tem as mãos sujas. Aos 30 anos, o fundador da Wave Motion Launch Corporation aproximou-se de um curioso canhão de aço, que, com um barulho ensurdecedor, começou a projetar partículas. Não vemos nada, ou quase nada, a demonstração faz-nos sorrir, e mesmo assim Finn van Donkelaar quer revolucionar a indústria espacial empurrando foguetes, da Terra, da Lua ou do espaço, com partículas para evitar lançadores caros. Um pouco como Júlio Verne inventou um canhão gigante para enviar seus passageiros à Lua em seu romance Da Terra à Lua (1865).

Podemos zombar, foi o que os franceses fizeram quando viram chegar um certo Elon Musk, que não parecia muito mais orgulhoso com seus lançamentos fracassados em Kwajalein, um atol perdido das Ilhas Marshall, no Pacífico, entre 2006 e 2009. Finn van Donkelaar tem uma ideia, um conceito que funciona na teoria, e tenta a sorte no ecossistema aeronáutico de Seattle, financiado por sua comitiva no valor de 200.000 dólares (cerca de 173 mil euros) e especialmente pelo Pentágono, com quem assinou contratos no valor de 2,9 milhões de dólares.

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