As autoridades iraquianas, em coordenação com o Federal Bureau of Investigation (FBI) dos EUA, iniciaram negociações com os sequestradores da jornalista americana Shelly Kittleson, confirmou a Mundo fontes que solicitaram anonimato. O jornalista independente de 49 anos, que cobre o Médio Oriente há quinze anos, nomeadamente para o jornal online Al-Monitor, foi sequestrado em plena luz do dia no centro de Bagdá na terça-feira, 31 de março.
O sequestro não foi reivindicado. Dylan Johnson, secretário de Estado adjunto dos EUA para assuntos internacionais, disse que uma pessoa suspeita de envolvimento no sequestro, capturada e detida pelas autoridades iraquianas, era membro dos 45e brigada de unidades de mobilização popular (MP), ligada à milícia xiita Kataeb Hezbollah (“Brigadas do Hezbollah”). Esta milícia, próxima do Irão, já tinha raptado, em Março de 2023, e detido durante novecentos e três dias, a investigadora israelo-russa Elisabeth Tsurkov.
Os sequestradores exigem a libertação de milicianos presos por realizarem ataques contra interesses americanos na região. “O sequestro é um instrumento de baixo custo e que gera ganhos significativos. É utilizado como meio de pressão sobre os americanos e o Estado iraquiano, porque estas facções armadas não têm meios para desempenhar um papel central na guerra entre o Irão, os Estados Unidos e Israel.avalia Maria Luisa Fantappie, chefe do programa Mediterrâneo, Oriente Médio e África do Istituto Affari Internazionali de Roma.
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