Segurar 6,5 GB de texturas alta definição em apenas 970MB de VRAM.

É a história de um eterno começo: os desenvolvedores lançam jogos cada vez mais exigentes e acabamos batendo na parede da memória de vídeo (VRAM). Você tem um cartão de 8 GB? Pena que o AAA mais recente requer 12 para texturas Ultra. Mas a Nvidia parece ter encontrado uma solução bastante impressionante.

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Durante a conferência GTC 2026, poucos dias depois de apresentar o futuro DLSS 5, os engenheiros de Santa Clara detalharam sua nova arma secreta: o Compressão de Textura Neural (NTC). O número divulgado é absurdo: passar de um pacote de texturas de 6,5 GB para 970 MB. Isso é uma redução de 85%. Resumindo, sua GPU poderia armazenar sete vezes mais detalhes no mesmo envelope de memória.

Em vez de usar formatos de compressão clássicos (BC7) que estão começando a ser usados, a Nvidia usa redes neurais para compactar dados de maneira ultraeficiente. É brilhante no papel, mas como costuma acontecer com soluções milagrosas, há uma contrapartida que o marketing tende a sussurrar em vez de gritar.

O segredo da compressão “on sample”

Veja como funciona. Até agora, sabíamos principalmente sobre compressão “em carga”. O jogo baixa um arquivo compacto para o seu SSD e o descompacta ao carregar. Isso é bom para o espaço em disco, mas uma vez na VRAM, a textura retorna ao seu tamanho normal. Aqui, a Nvidia leva isso para o próximo nível com a decodificação “na amostra”.

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O princípio é simples, a textura permanece comprimida na memória de vídeo. Somente no momento preciso em que a GPU deve exibir um pixel é que ela descompacta os dados instantaneamente. É aqui que reside a verdadeira economia do VRAM. Você só desempacota o que precisa, quando precisa.

O problema? Essa ginástica intelectual para a GPU não é gratuita. Em algumas demonstrações técnicas, esse processo de decodificação em tempo real resultou em uma queda de 30% no desempenho.

Basicamente, você está trocando energia bruta por memória. Em uma GPU já levada ao limite, o remédio pode ser tão doloroso quanto a doença.

Nas mãos dos desenvolvedores

Esta tecnologia não diz respeito apenas aos proprietários de cartões “pequenos”. Acima de tudo, prepara a chegada de mundos abertos ainda mais densos. Se a Nvidia conseguir otimizar o custo computacional da decodificação, isso significa que os jogos futuros poderão exibir texturas incrivelmente finas sem a necessidade de placas com 48 GB de VRAM.

Mas espere. Não podemos esquecer que esta tecnologia dependerá inteiramente da boa vontade dos desenvolvedores. Tal como acontece com o Ray Tracing em sua infância, os motores de jogo (Unreal Engine na liderança) terão que integrar essas ferramentas nativamente. A Nvidia está empurrando seus peões, mas a bola está do lado dos estúdios.

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