Uma investigação preliminar contra
Esta investigação está em curso desde novembro e a gendarmaria e os serviços especializados foram contactados, disse à AFP Stéphanie Lescaut, procuradora do Ministério Público de Saint-Quentin (Aisne), confirmando informações do diário regional. A União.
Mmeu A Lescaut não pretendia comunicar nesta fase as alegadas infracções e não foi possível contactar imediatamente o fabricante de caçarolas esmaltadas de alta qualidade para reagir a esta informação.
Segundo uma fonte próxima do caso entrevistada pela AFP, esta investigação judicial está ligada aos derrames de poeiras finas contendo cádmio, um metal tóxico, na estação de tratamento de águas residuais da fundição Le Creuset, em Fresnoy-le-Grand.
Observou-se que o teor máximo de cádmio da água descarregada através desta estação de tratamento de águas residuais industriais foi excedido “sete vezes de fevereiro de 2025 a outubro de 2025”sublinhou a prefeitura de Aisne num decreto adotado em fevereiro que exigia que Le Creuset tomasse medidas de emergência para acabar com estas práticas.
Cádmio usado em pigmentos de esmalte externo
Num comunicado de imprensa enviado à AFP na quinta-feira, Le Creuset assegurou a sua “cooperação total” com as autoridades administrativas e um “conformidade antecipada” de sua fábrica, antes mesmo da notificação dessas liminares.
Le Creuset especificou usando “exclusivamente” cádmio nos pigmentos do esmalte exterior de algumas das suas cores, metal que permite aos seus produtos manter o brilho mesmo a temperaturas muito elevadas.
Este cádmio é encapsulado na estrutura vítrea do esmalte exterior e “não entra em contacto com alimentos, tendo o esmalte interior uma composição diferente”segundo a empresa, que comemorou seu centenário no ano passado. Quanto às lamas resultantes do tratamento de águas residuais do seu local de produção, são “nunca foram objeto de divulgação” em terras agrícolas, afirmou ainda Le Creuset.
Em 2025, quase metade da população francesa teve exposição ao cádmio acima dos valores de referência sanitária, segundo um relatório da Agência Nacional de Segurança Alimentar, Ambiental e de Saúde Ocupacional (ANSES) publicado no final de março. A alimentação é a principal fonte de exposição a este metal, através dos solos agrícolas e fertilizantes, efluentes pecuários e lamas de estações de tratamento de águas residuais, segundo a ANSES.