A exposição “Videogames & Música: a música da qual você é o herói” na Filarmônica de Paris, 1º de abril de 2026.

Ouça, olhe… mas acima de tudo toque. Na Filarmônica de Paris, a exposição “Videogames e música: a música da qual você é o herói”, que abre quinta-feira, 2 de abril, é uma experiência prática. Joysticks, terminais de fliperama, controladores, teclados e guitarras de plástico pontuam um passeio interativo durante o qual quase trinta máquinas permitem celebrar o frutífero casamento entre música e videogame.

Na entrada, um lembrete travesso: parte do jogo de tênis em Odisseia (1972), de Magnavox, acontece sem o menor som – o primeiro console colocado no mercado era silencioso. A exposição lembra-nos então que a música dos videojogos foi moldada por condicionantes técnicas, num túnel que evoca também os tubos de Super Mário do que as arcadas escuras das décadas de 1970 e 1980.

Os estalos minimalistas de Pong de Atari (1972) ou Invasores do Espaço por Taito (1978) escapar de terminais enormes. Tantos “bips” que nos remetem a um passado não tão distante, quando os efeitos sonoros existiam apenas para pontuar jogos e marcar falhas. Como extensão desta secção, são discutidas sucessivas melhorias técnicas que têm permitido tornar mais complexos os mundos sonoros dos videojogos. Este período de composições rudimentares continua a inspirar a estética chiptune, um movimento musical nostálgico pelos primeiros sons dos videojogos, evocados num dos ecrãs.

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