No dia 11 de março, Erika Hilton, 33 anos, deputada pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL, esquerda), fez história: com 10 votos contra 12 votos em branco, tornou-se a primeira pessoa trans a ser eleita à frente de uma comissão parlamentar federal, criada em 2016 para defender os direitos das mulheres e composta por 22 deputados.
“ Esta presidência não é apenas um nome, é o símbolo de uma democracia em expansão”.declarou a eleita após a votação, prometendo fortalecer o combate à violência contra as mulheres, que atingiu níveis recordes no Brasil em 2025, com quatro feminicídios por dia. “Qualquer mulher vítima de qualquer forma de violência pode e deve ser acolhida por esta comissão”ela garantiu.
Mas a eleição da deputada não foi bem recebida por todos: muitas figuras da direita contestaram violentamente a legitimidade de Erika Hilton para presidir a comissão. Durante seu programa noturno diário, transmitido pelo Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), o apresentador ultraconservador Carlos Massa, seguido por nove milhões de pessoas no Instagram, declarou abertamente que a eleição de Erika Hilton era “injusto”. “Para ser mulher é preciso ter útero e estar menstruada”ele disse.
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