A cerca de vinte quilómetros de Trieste, à beira do Mar Adriático Oriental, encontra-se um dos sítios paleontológicos mais surpreendentes da Itália: Villaggio del Pescatore. Numerosos fósseis de dinossauros foram descobertos lá nas últimas décadas, incluindo uma dupla particularmente bem preservada, apelidada de Antonio e Bruno.

Antonio é um dos dinossauros mais completos do mundo.”

Antonio e Bruno estão entre as peças centrais do acervo do Museu de História Natural de Trieste, que conta com mais de 4 milhões de peças, coletadas ao longo de um século e meio.

O esqueleto completo de Antonio, preservado em conexão anatômica, pertence ao grupo dos hadrossauros. Foi a primeira perna dianteira direita descoberta em 1994 pela estudante de geologia Tiziana Brazzatti. O fóssil inteiro foi então trazido à luz durante uma campanha de escavação realizada entre 1998 e 1999.

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Antonio é um dos dinossauros mais completos do mundo, principalmente em seu grupo”, explica a Ciência e Futuro Deborah Arbulla, paleontóloga e curadora do Museu de História Natural de Trieste. Os hadrossauros ou dinossauros com bico de pato eram espécimes herbívoros que viveram na Terra durante o Cretáceo (145 a 66 milhões de anos atrás).

Bruno, preso em um terremoto

O dinossauro Bruno, também muito completo, destaca-se pela postura. Está dobrado ao meio!

O fóssil de dinossauro foi congelado durante um episódio sísmico. O bloco de rocha em que está preservado está exposto no museu de Trieste: é preciso virar-se para ver, de um lado, a maior parte do corpo e, do outro, a ponta da cauda. Uma estranheza… única: Bruno é o único dinossauro do mundo preservado na dobra de uma falha sísmica. “O que é excepcional é que seus ossos estão completos e não fraturados”, diz Débora Arbulla.

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