Do que falava Jacques Cardoze, terça-feira, 31 de março, quando declarou que era preferível, à France Télévisions, “ter desvios sexuais” e se quiséssemos receber um cheque de partida muito grande? Ouvido pela comissão de inquérito à neutralidade, funcionamento e financiamento da radiodifusão pública, o ex-apresentador do “Complément d’investigation” (entre 2018 e 2021) causou alvoroço entre os deputados já atordoados com os depoimentos de Patrick Sébastien e Michel Drucker, um ansioso por acertar contas com Delphine Ernotte-Cunci, presidente da France Télévisions, o outro transbordando de gratidão para com esta última e ela número dois, Stéphane Sitbon-Gomez.
Pressionado a revelar, se não nomes, pelo menos detalhes sobre a natureza dos factos de que parecia ter conhecimento, Jacques Cardoze jogou primeiro a carta da banalidade: “Que memorandos de entendimento sejam assinados para garantir que um certo número de pessoas não possa mais testemunhar sobre o que aconteceu é uma realidade”ele explicou. Depois, sob a renovada insistência dos seus interlocutores: “Estou diante de um monstro que é o serviço público, é um sistema. Não vou descartar nomes quando esses nomes fazem parte de arquivos que são objeto de contratos de confidencialidade. »
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