Robert Aramayo (John Davidson) e Maxine Peak (Dottie Achenbach) em “I Swear”, de Kirk Jones.

A OPINIÃO DO “MUNDO” – IMPERDÍVEL

Síndrome de Gilles de la Tourette, em homenagem ao neurologista francês que a diagnosticou no século XIXe século, é uma doença neuropsiquiátrica de origem genética que se caracteriza principalmente por tiques físicos e verbais. A coprolalia, ou a compulsão que consiste em descarregar literalmente os piores insultos e insanidades em público, sem os querer dizer, continua a ser uma manifestação menor da doença, mas não deixa de ser uma importante fonte de humor, menos cruel para com quem a sofre do que jubiloso pela sua dimensão carnavalesca. Alguns filmes, bastante raros, foram inspirados nele nesse aspecto. Mais forte que eu (eu juro)do inglês Kirk Jones, que consegue uma mistura bastante ideal de humor e uma abordagem documentada da complexidade desta deficiência, provavelmente explodirá o barômetro.

O filme é inspirado na vida do escocês John Davidson, que descobriu ter esta doença ainda adolescente, na década de 1980, e tornou-se, ao longo do tempo, um dos principais ativistas que dedicou a sua vida ao melhor conhecimento e ao melhor tratamento da patologia. A história faz-nos compreender a extensão da deficiência relacional e social subjacente a esta condição, a hostilidade e a incompreensão que ela gera, o sofrimento e a coragem que finalmente foram necessários para John Davidson superar o esgotamento emocional da mãe e reconstruir-se lentamente graças a alguns encontros decisivos.

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