Em declínio durante a década de 90, o ator Michael Caine quase encerrou a carreira, mas veio um filme para reanimá-la.
O famoso Michael Caine, conhecido mundialmente por seu papel como Alfred na trilogia Cavaleiro das Trevas de Christopher Nolan, viveu uma jornada de quase dez anos pelo deserto que quase lhe custou a carreira. Mas graças a apenas um filme, ele conseguiu mudar as coisas e se tornar a estrela que ainda é hoje.
Atravessando o deserto
Raposa do século 20
Depois de muitos sucessos e grandes filmes nas décadas de 60 e 70, algumas decepções no final dos anos 80 levaram a carreira de Michael Caine ao declínio. O ator então se voltou para a televisão, reprisando notavelmente seu personagem Harry Palmer, seu personagem de Ipcress – Perigo Imediato (1965), em filmes para TV.
Parecendo andar em círculos, o ator britânico considerou então se aposentar, até ser chamado de volta ao cinema por um certo Bob Rafelson em 1995.
Este último atingiu seu auge na década de 70 com filmes como Five Easy Pieces e The King of Marvin Gardens, ambos com Jack Nicholson, e se prepara para se reunir com o ator para um projeto intitulado Blood & Wine. Nicholson interpreta um comerciante de vinhos que decide roubar um de seus clientes mais ricos para roubar um colar de diamantes no valor de um milhão de dólares.
Um filme pouco conhecido que mudou tudo
Raposa do século 20
Caine é escolhido para interpretar o cúmplice de Nicholson, um gangster próximo da aposentadoria, um pouco esgotado pela vida, trágico e patético, mas também divertido. Um papel que lhe convém maravilhosamente e que o ajudou profundamente, como confidenciou em suas memórias (via NPR):
“Mesmo que o filme não tenha sido um sucesso de bilheteria, eu participei. Trabalhar com Jack, que é um homem e ator maravilhoso, restaurou minha fé nesta profissão. [Blood & Wine] impulsionou minha carreira por 20 anos, não como compositor, mas como atração principal.”
O fracasso de Blood & Wine será de facto amargo, com 1,1 milhões de dólares trazidos em solo americano para um orçamento de 26 milhões!
TEM Roger EbertCaine disse sobre Sangue e Vinho: “Achei um ótimo filme. Perguntei a alguém o que ele achava que havia de errado com o filme. Ele disse: ‘Não há ninguém de quem você possa tomar partido. Todos os personagens eram [censuré sur la citation d’origine, ndlr].”
O que isso importa! Sua carreira foi relançada aos poucos, com A Obra de Deus, A Parte do Diabo (1999), Penas, a Pena e o Sangue (2000), mas sobretudo A Quiet American (2002) e claro Batman Begins (2005).
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