Um ataque realizado por membros de uma gangue durante a noite de sábado para domingo na cidade de Petite-Rivière-de-l’Artibonite, no Haiti, matou 16 pessoas, disse a polícia local na segunda-feira, 30 de março; um número que pode subir para 80 mortes, segundo a ONU.
“Este ataque destaca a gravidade da situação de segurança que a população haitiana enfrenta. O secretário-geral da ONU apela ao povo haitiano e às autoridades haitianas para que conduzam uma investigação completa”declarou seu porta-voz, Stéphane Dujarric.
Segundo Bertide Horace, porta-voz da comissão para o diálogo, reconciliação e conscientização para salvar Artibonite (um departamento do Haiti), uma organização da sociedade civil, o ataque nesta localidade localizada a noroeste de Porto Príncipe foi perpetrado pela gangue “Grande Grif”. Outros abusos ocorreram na manhã de segunda-feira, acrescentou ela. Segundo ela, o balanço gira em torno de trinta mortos, cerca de dez desaparecidos e vários feridos.
Assassinatos, estupros, saques e sequestros
Na sua coletiva de imprensa diária, Stéphane Dujarric, por sua vez, mencionou uma avaliação “variando de 10 a 80 pessoas mortas”. De acordo com um relatório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos publicado na semana passada, a violência perpetrada por gangues e os ataques contra eles no Haiti deixaram mais de 5.500 mortos entre Março de 2025 e meados de Janeiro.
O Haiti, o país mais pobre da América, tem sido devastado durante anos pela violência de gangues criminosas, que cometem assassinatos, estupros, saques e sequestros.