O novo prefeito de Paris, Emmanuel Grégoire, cumprimenta o conselho municipal durante a sessão inaugural na Prefeitura de Paris, 29 de março de 2026.

Até ao fim, a união da esquerda excluindo La France insoumise (LFI) terá unido-se em torno de Emmanuel Grégoire (Partido Socialista, PS). Domingo, 29 de março, o número um da lista vitoriosa nas eleições municipais foi oficialmente eleito prefeito da capital pelo novo Conselho de Paris com 103 votos em 163. Esse é exatamente o número de vereadores eleitos dentro da nova coalizão de esquerda, a maior que o hemiciclo parisiense já conheceu. Para a primeira sessão da nova assembleia deliberativa da capital, representantes da maioria e também da oposição permaneceram dentro do quadro esperado, dando por vezes a impressão de uma simples retomada dos debates de onde haviam parado, antes da campanha municipal.

Num Conselho ainda composto por 55% de representantes recém-eleitos, um deles não deixou de se apresentar como a principal força de renovação; à frente do primeiro grupo LFI da história parisiense, contando com nove representantes eleitos, incluindo oito neo-assessores, Sophia Chikirou, que ficou em terceiro lugar no segundo turno com 7,96% dos votos, estimou assim que “nesta assembleia a única novidade somos nós, a Nova Paris Popular”. Basicamente, aquela que não conteve os ataques a Emmanuel Grégoire durante o debate entre as duas voltas, posicionou-se em “oponente de esquerda”pronto para cruzar espadas nos próximos seis a sete anos – as próximas eleições autárquicas poderão ser adiadas para 2033 para evitar a concomitância com as eleições presidenciais.

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