Entre 1992 e 1998, “Highlander” fascinou os telespectadores do canal M6, tornando-se rapidamente uma série cult. Uma retrospectiva do primeiro episódio do show, com o lendário Christophe Lambert como convidado!
“Eu sou Duncan McLeod, nascido há quase 400 anos nas Terras Altas da Escócia. Sou imortal, assim como alguns escolhidos. Durante séculos esperamos pela hora da Batalha Final, no final da qual a espada que corta uma cabeça libera o Quickening, o poder do Relâmpago. No final, apenas um de nós sobreviverá.”
Em outubro de 1992, os telespectadores do M6 ouviram pela primeira vez esta introdução e testemunharam ao vivo o nascimento de um dos maiores mitos da janelinha: Highlander. Depois de interpretar o imortal Connor McLeod no cinema, Christophe Lambert passou a tocha para Duncan, descendente também do clã McLeod.
Passando a tocha
Adrian Paul, um ator carismático especialista em artes marciais e esgrima, estava se preparando para se tornar esse herói mitológico na televisão. Chamado de The Meeting, o primeiro episódio de Highlander teve um grande impacto nos fãs, pois lançou todas as bases para toda a série.
A história primeiro nos apresenta Richie Ryan, um jovem ladrão que invade a loja de antiguidades de Duncan MacLeod e Tessa Noel para um assalto que parecia fácil… até que tudo mudou.
A irrupção devastadora dos Imortais Slan Quince (Richard Moll) e Connor MacLeod transforma o cenário em um verdadeiro confronto de titãs. Tessa, uma testemunha indefesa, compreende então o horror da verdade: Duncan pode ser desafiado e decapitado a qualquer momento. O Jogo não poupa ninguém. O herói, fiel ao seu destino, sabe que não pode escapar dele.
Ele até se prepara para perder Tessa, preferindo vê-la partir a condená-la a este mundo impiedoso. Mas quando Quince ameaça a sua amada, Duncan intervém sem hesitação. Segue-se um confronto de rara intensidade: numa ponte derrotada pelo destino, Connor confronta Quince, mas uma arma escondida muda a situação. Connor é atingido e jogado no vazio.
Duncan então pega a tocha, enfrenta Quince em um duelo brutal e corta a cabeça do oponente, antes de desaparecer, fiel à solidão dos Imortais. Connor, sobrevivente, dá um conselho significativo: cuide de Richie. Ele também diz a Tessa onde encontrar Duncan.
Diante do perigo, a jovem faz uma escolha forte: aceita o preço do Jogo e encontra seu companheiro. Enquanto isso, Connor retorna às sombras, continuando implacavelmente sua guerra contra os malvados Imortais. No universo Highlander, resta apenas uma regra: só pode haver uma.
M6
Um legado poderoso
Este primeiro episódio de Highlander cativou imediatamente os espectadores, mesmo aqueles que não necessariamente conheciam o filme original. Ao trazer Connor MacLeod, ele deu continuidade ao legado da franquia, criando uma ligação direta com o já cult universo do cinema. Isso tranquilizou os fãs e não perdeu os neófitos, que puderam acompanhar a história sem problemas.
Além disso, Highlander tinha uma atmosfera única ligada à mitologia dos Imortais. A mistura entre cenários contemporâneos (notadamente Paris) e flashbacks históricos deu uma identidade muito forte à série. A história nos leva a uma viagem entre diferentes épocas, que se tornará uma grande assinatura da trama da série.
Obviamente, Highlander não seria Highlander sem sua icônica música tema, “Princes of the Universe”, interpretada pelo Queen. Dá uma energia épica e instantaneamente reconhecível à série. Além disso, The Meeting estabelece as apostas de forma eficaz, lançando as bases da mitologia: os Imortais devem se enfrentar até que reste apenas um.
M6
Um herói diferente
Esta regra simples, mas poderosa, estrutura toda a série e cria uma tensão permanente. Por fim, Highlander nos apresenta um herói diferente. Ao contrário de Connor nos filmes, Duncan é mais calmo, mais filosófico. Isto permite-nos explorar temas como a solidão da imortalidade, a passagem do tempo ou relações humanas impossíveis. A longa duração de uma série torna possível o desenvolvimento aprofundado do personagem.
Podemos também evocar as transições entre passado e presente, os duelos de espadas coreografados e o tom melancólico que muito marcou os espectadores da época. Em suma, o piloto Highlander é cult porque consegue introduzir em muito pouco tempo um universo rico, um conceito forte e uma atmosfera única, respeitando a herança do filme e lançando as bases para uma série que se tornou emblemática dos anos 90.
E se você sente falta da série e quer vê-la novamente, ela está disponível na íntegra na plataforma TF1+.
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