Seis pessoas foram indiciadas e presas na investigação do assassinato em Marselha de Mehdi Kessaci, cujo irmão Amine, figura na luta contra o tráfico de drogas, foi eleito vice-prefeito no sábado, 28 de março, anunciou no sábado o promotor nacional anticrime organizado.
No total, dez pessoas foram presas na segunda-feira neste caso, quatro das quais foram libertadas após serem detidas, disse a promotora Vanessa Perrée em um comunicado à imprensa.
Os outros seis – cinco homens e uma mulher – foram indiciados por homicídio, tentativa de homicídio por quadrilha organizada e participação em associação criminosa com o objetivo de preparar crime, sendo então colocados em prisão preventiva.
Onda de choque
Os cinco homens foram então colocados em prisão preventiva pelo juiz de liberdade e detenção. A mulher, por sua vez, solicitou um adiamento antes que fosse tomada uma decisão final sobre a sua detenção; nesse ínterim, ela também foi presa.
Mehdi Kessaci foi morto em 13 de novembro de 2025 na cidade de Marselha, por vários tiros no meio da tarde. A morte deste jovem de 20 anos, completamente alheio ao tráfico e desconhecido da polícia e dos tribunais, causou uma onda de choque.
A família Kessaci já havia ficado enlutada em 2020 com a morte do irmão mais velho Brahim, envolvido no tráfico, e cujo corpo foi encontrado carbonizado.
As acusações de sábado ocorrem no dia em que Amine Kessaci, outro irmão de Mehdi, completou 4 anose vice-prefeito de Marselha. Ameaçado, este activista anti-tráfico de droga vive sob protecção policial, estando presente mesmo na sala da Câmara Municipal.