Era uma vez um rio que nos perguntávamos por que razão, desafiando a regra do fluxo dos líquidos, atravessava uma montanha, quando poderia ter continuado o seu curso numa planície, e em alguns pontos até parecia fluir para cima.
Deste mistério do “curso ascendente” do Rio Verde, podemos agora falar no pretérito, uma vez que a anomalia geológica que intriga os geólogos há cento e cinquenta anos acaba de ser explicada por uma equipa da Universidade de Glasgow (Escócia), em torno de um investigador de 28 anos, Adam Smith, principal autor do estudo. Em a revisão Jornal de Pesquisa Geofísica: Superfície Terrestre de fevereiro, propõe uma solução para o enigma deste rio do oeste americano que, embora nascido após o surgimento das montanhas Uinta, as atravessa, aprisionado em cânions de 700 metros de profundidade.
O primeiro a questionar esta curiosa situação foi o explorador do oeste americano John Wesley Powell (1834-1902). Em 1869, durante sua descida exploratória deste maior afluente do Colorado, que nasce nas montanhas do Wyoming e deságua no rio no Parque Nacional de Canyonlands, o cientista descobriu “estranho que o rio percorresse as montanhas, quando aparentemente poderia tê-las contornado para leste, passando por vales, como existem alguns ao longo da encosta norte do Uinta”.
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