“Ninguém consegue se recuperar da infância”, cantava o cantor Jean Ferrat. Esta frase é perfeita para ilustrar o final deste comovente filme, um grande clássico dos anos 80. O seu resultado teve um impacto duradouro em gerações inteiras de espectadores.

Em 1987, o destino de quatro adolescentes chocará toda uma geração de espectadores, e se firmará como um grande clássico do cinema: Stand by Me. Dirigida por Rob Reiner, esta aventura infantil é retirada do famoso conto de Stephen King publicado na coleção Diferentes temporadas.

Na aventura!

A história se passa no verão de 1959, em Oregon. Gordie Lachance, um menino sensível marcado pela morte do irmão mais velho e pelo desinteresse dos pais, passa os dias com os amigos Chris Chambers, Teddy Duchamp e Vern Tessio. Chris, o líder natural do grupo, tenta superar um ambiente familiar difícil, enquanto Teddy suporta as consequências da violência de seu pai.

Um dia, Vern revela que ouviu falar que o corpo de uma criança desaparecida, Ray Brower, foi encontrado perto de South Harlow. Os dois adolescentes que descobriram preferiram ficar em silêncio para evitar problemas, pois foram até lá em um carro roubado.

Movidos pela curiosidade e pela vontade de viver uma aventura extraordinária, os quatro rapazes decidem partir a pé em busca do corpo, empreendendo uma viagem iniciática que marcará profundamente a sua transição para a adolescência.

Usado por Will Wheaton, Jerry O’Connell, Corey Feldman e River Phoenix, Stand by Me deixou uma impressão duradoura em milhões de espectadores. Uma profunda melancolia emerge desta obra, sublimando uma ode à infância cujo desfecho doeu todos os nossos corações.

River Phoenix e Will Wheaton

Filmes Columbia

River Phoenix e Will Wheaton

A conclusão de uma amizade eterna

Após esta última aventura em busca do cadáver de Ray Brower, os quatro amigos vão embora, certos de se verem novamente. Porém, como enfatiza a voz de Gordie, o narrador, este verão será o último que passamos juntos. Eles então se tornarão “Rostos na multidão. Acontece às vezes. Amigos estão bem, eles entram na sua vida como serviços em um restaurante”.

Gordie então revela o futuro de seus amigos, um por um. Vern se casou depois do ensino médio, teve 4 filhos e trabalha em uma serraria. Teddy tentou entrar para o exército, em vão. Depois de uma estadia na prisão, ele trabalhou em biscates em Castlerock. Quanto a Chris, ele fez faculdade e conseguiu se tornar advogado. Infelizmente, ao tentar intervir durante uma discussão entre dois homens em um restaurante fast food, ele é mortalmente esfaqueado na garganta.

Enquanto o narrador nos explica essa terrível tragédia, vemos Chris Chambers, interpretado por River Phoenix, se afastar e acenar para Gordie. Então ele desaparece da imagem, como um fantasma desaparecendo da realidade tangível. Chris, que parecia ter maior potencial para sair dessa situação, morreu tentando ajudar seu vizinho.

Esta informação, transmitida sem ênfase, reforça a ideia de que a vida é imprevisível e por vezes injusta. Além disso, quando conhecemos o trágico destino de River Phoenix, este plano é ainda mais terrível. Na verdade, o ator deixou o nosso mundo 7 anos depois, em 1993, após uma overdose. Esta cena, profética, se é que alguma vez existiu, torna-se ainda mais comovente.

Rio Fênix

Filmes Columbia

Rio Fênix

O fim da inocência

Stand by Me é ao mesmo tempo uma ode à infância, mas também a canção fúnebre da inocência ligada a este período. Nossos quatro protagonistas simplesmente entendem a fragilidade da vida e perdem parte de sua despreocupação. Essa mudança é discreta, mas muito forte.

Em última análise, a revelação de Gordie sobre o futuro de seus amigos dá à história uma dimensão trágica e realista. Seu olhar adulto traz uma nostalgia pungente e traz lágrimas aos nossos olhos. Ele recorda este verão como um momento único, impossível de recuperar, um vestígio de um passado passado.

A frase final, sobre o facto de nunca encontrarmos amigos como os dos nossos doze anos, toca profundamente o coração dos espectadores, porque ecoa uma experiência universal: o fim da infância e o distanciamento de fundar amizades.

Assim, este final é um dos mais marcantes do cinema porque transforma uma simples aventura numa reflexão sobre a passagem do tempo, a amizade e a perda, com uma sobriedade que o torna ainda mais comovente.

A melancolia que impregna este final é amplificada pela famosa canção interpretada por Ben E. King, “Stand by Me”, um puro concentrado de doçura nostálgica transmitida durante os créditos finais. E se essas poucas falas te deram vontade de (re)assistir ao filme de Rob Reiner, saiba que ele está disponível na Netflix.

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