Alexandre Djouhri, perante o tribunal de recurso, perdeu muito do atrevimento, os seus setenta e sete dias de detenção provavelmente não foram à toa. Ele é sempre um pouco evasivo, certamente não peca por modéstia e fica bastante indignado porque as pessoas ainda podem suspeitar dele. O empresário foi contudo condenado em 25 de setembro de 2025 a seis anos de prisão e a uma multa de 3 milhões de euros por “corrupção, branqueamento de capitais, tráfico de influência e associação criminosa” no caso de suspeita de financiamento líbio da campanha presidencial do seu amigo, Nicolas Sarkozy. Ele foi interrogado longamente, na segunda-feira, 23 de março, e na terça-feira, 24 de março, e não desistiu muito.
O que mais impressiona em Alexandre Djouhri é sua agenda. Sempre teve acesso ao Eliseu, criou uma agência de imprensa com assessor técnico de François Mitterrand – é preciso pagar 300 mil euros pela assinatura, “às vezes mais para os países do Golfo” –, esteve, jura, na melhor das hipóteses com Jacques Chirac a quem teve acesso “total, direto”e ele beija (pelo menos ao telefone) Nicolas Sarkozy. “Não é a mesma cor política”observa o presidente Olivier Géron. “Mas é o mesmo país”responde nobremente o réu.
Você ainda tem 80,3% deste artigo para ler. O restante é reservado aos assinantes.