O Parlamento israelita prepara-se para votar, até ao final da semana, um aumento de mais de 30 mil milhões de shekels (8,3 mil milhões de euros) no seu orçamento de defesa, para financiar o custo das actuais operações militares no Irão e no Líbano. Estes 30 mil milhões, adoptados na noite de segunda-feira, 23 de Março, pelo Comité de Finanças do Knesset, somam-se aos 112 mil milhões inicialmente previstos na lei financeira apresentada no final de Dezembro de 2025 pelo governo de Benjamin Netanyahu. “Esta guerra custa muito dinheiro”justificou o chefe do governo.
Com um total de 142 mil milhões destinados às forças armadas em 2026, o Estado judeu mantém o nível de despesa excepcionalmente elevado (aproximadamente 8,8% do PIB) dos dois anos anteriores, mais do dobro dos orçamentos dedicados à defesa antes de 7 de Outubro de 2023, o dia do ataque a Israel pelo Hamas. Estima-se que a guerra actual custe cerca de mil milhões de shekels por dia, segundo estimativas dos meios de comunicação israelitas.
A este ritmo, o aumento previsto na lei financeira cobre, portanto, cerca de trinta dias de guerra. Mas as reservas já foram planeadas, representando 7 mil milhões de shekels. Ou seja, quase quarenta dias, o que corresponde ao intervalo de quatro a cinco semanas de conflito inicialmente anunciado por Donald Trump. Nada impede, aliás, que o governo modifique o orçamento durante o ano. Em Setembro de 2025, o Estado judeu adoptou um aumento de quase 26 mil milhões de shekels para financiar a guerra anterior com o Irão, em Junho de 2025, e a extensão da ofensiva terrestre contra o Hamas na Cidade de Gaza, em Agosto do mesmo ano.
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