Aurélie Bretonneau, em Paris, em 2012.

Há círculos que temem, mais que outros, ruídos, desabafos e polêmicas. O Conselho Constitucional é um deles. O guardião da Constituição odeia ser falado de outra forma que não através das suas decisões. Só que a decisão do seu presidente, Richard Ferrand, de demitir a sua secretária-geral, Aurélie Bretonneau, apenas um ano após a sua chegada, teve o efeito de um pequeno terramoto na alta função pública francesa.

Sexta-feira, 20 de março, Aurélie Bretonneau, que não quis responder às nossas perguntas, foi informada por Richard Ferrand, numa entrevista que ela mesma havia solicitado, que queria “pôr fim à sua colaboração”, num prazo ainda por definir. Mas três dias depois, num e-mail para todos os funcionários, revelado por Políticoela tomou nota “diferenças de pontos de vista sobre a conduta da instituição”e optou por deixar imediatamente a prestigiada instituição.

O Secretário-Geral do Conselho Constitucional não é qualquer um. Não só prepara tecnicamente todas as grandes decisões tomadas pelos nove reis magos, como dirige a instituição, administrativamente e em termos de recursos humanos. Ele é uma espécie de diretor geral que assiste a todas as deliberações, sem participar delas. Um papel que é ao mesmo tempo técnico e muito político.

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