Durante culto na igreja evangélica Assembleia de Deus Vitória em Cristo, no Rio de Janeiro, 27 de agosto de 2025.

Como uma estrela do rock, o pastor Victor Passos, um quarentão com braços tatuados, entra num palco banhado por luzes LED arroxeadas, sob aplausos de uma centena de fiéis reunidos num enorme hangar de paredes pretas. “Nossa casa é linda, não é?” »diz ele, enquanto guitarristas e um baterista cabeludo tocam gospel no volume máximo.

No Brasil, o culto de cerca de 470 igrejas da congregação evangélica Lagoinha, fundada em 1957, é tudo menos convencional. O do domingo, 22 de março, às 10h, em sua nova igreja, inaugurada em agosto de 2025 em um bairro da zona sudoeste do Rio, próximo a um shopping, mais parece um concerto ou uma noite em uma boate do que um serviço religioso.

À sua imagem, desde o final da década de 1990, um número crescente de igrejas evangélicas, muitas vezes chamadas “igrejas” (“igrejas” em inglês), organizam seu culto em ambientes atípicos para atrair jovens da moda. Inspirado nas igrejas americanas, “procuram distanciar-se da estética das pequenas igrejas de bairros periféricos, associadas a populações mais modestas e a trajes formais, adotando uma imagem mais jovial e moderna”observa Vinicius do Valle, cientista político e diretor do Observatório Evangélico.

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