
Esta segunda-feira, 23 de março, um júri de Los Angeles considerou Bill Cosby culpado de agressão sexual a Donna Motsinger, uma ex-garçonete que trabalhava num restaurante em Sausalito, Califórnia. O ator, agora com 88 anos, foi condenado a pagar 19,25 milhões de dólares por danos ao demandante, que o acusa de tê-la drogado e depois agredido sexualmente em 1972.
Em sua denúncia, Donna Motsinger explica que conheceu Bill Cosby enquanto trabalhava como garçonete no Trident, restaurante que ele frequentava regularmente. Com cerca de trinta anos na época, ela afirma que o ator a abordou para se oferecer para acompanhá-la em um de seus shows, antes de buscá-la em sua casa em uma limusine e lhe oferecer uma taça de vinho.
Bill Cosby já foi condenado por agressão sexual
Donna Motsinger explica então que, ao chegar lá, sentiu-se mal e recebeu o que pensou ser um comprimido de aspirina. Ela então perdeu e recuperou a consciência várias vezes, antes de acordar em casa, completamente nua, exceto pela calcinha. Bill Cosby, acusado em outros casos de agressão sexual, não testemunhou no julgamento.
Em 2018, Bill Cosby foi condenado a uma pena de prisão no caso de Andrea Constand, ex-jogadora de basquetebol, que o acusou de a ter drogado e agredido em sua casa. Ele cumpriu pena por mais de dois anos antes de sua condenação ser anulada, com os tribunais acreditando que o primeiro promotor encarregado do caso havia inicialmente decidido não apresentar acusações criminais contra ele.
Bill Cosby apoiado pela esposa diante das acusações
Bill Cosby, que sempre afirmou que seus relacionamentos eram consensuais, contou com o apoio de sua esposa, Camille O. Cosby. Em 2018, proclamou a inocência do marido, garantindo que este foi vítima de um “linchamento popular propagado pela comunicação social”. “Desde quando todos os acusadores dizem a verdade? A história provou o contrário”, indignou-se ela num comunicado de imprensa.