Os dados pessoais de cerca de 243 mil agentes nacionais de educação, principalmente professores, foram hackeados, anunciou o ministério na segunda-feira, 23 de março, num comunicado de imprensa. As informações hackeadas são nomes, nomes, endereços postais, números de telefone e períodos de ausência sem menção do motivo, de professores de toda a França registados na base de dados Compas, o software de recursos humanos do ministério dedicado à gestão de estagiários de primeiro e segundo nível.
Os nomes, nomes e linhas fixas profissionais dos tutores desses estagiários também aparecem nos dados hackeados, disse o ministério à Agence France-Presse.
A intrusão neste sistema de dados data de 15 de março e foi detectada pelo centro operacional de segurança de sistemas de informação do ministério no dia 19 de março ao final do dia. Uma amostra dos dados hackeados foi publicada online em sites de revenda de dados por uma entidade que usa o pseudônimo Hexdex.
Ensino católico também hackeado
O Ministério da Educação Nacional contactou a Agência Nacional de Segurança dos Sistemas de Informação, a Comissão Nacional de Tecnologia da Informação e Liberdades e uma queixa está a ser apresentada em Paris.
O acesso ao Compas foi suspenso e “estão em curso verificações em todos os sistemas de informação do ministério, a fim de prevenir qualquer risco de propagação”especifica o ministério.
No sábado, a secretaria-geral da educação católica anunciou ter sido vítima de um ataque informático direcionado à aplicação de gestão das suas escolas primárias, revelando os dados administrativos de 1,5 milhões de pessoas. Segundo o ministério, o banco de dados hackeado do SGEC e o do Compas são duas bases distintas.