Este artigo foi retirado da revista mensal Sciences et Avenir n°949, de março de 2026.

O caso que chocou os maiores museus do mundo“, proclama a capa, onde está o sarcófago dourado do sumo sacerdote Nedjemankh. Exposto no Metropolitan Museum de Nova York, nos Estados Unidos, em 2018, e proveniente de um saque datado de 2011 no Egito, o objeto será devolvido ao Cairo, com desculpas, em 2019.

O destino desta obra-prima, cujo incrível percurso de proveniência falsificada foi traçado passo a passo, é tão emblemático como o da preciosa estela que menciona Tutancâmon e vendida no Louvre Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos) em 2016, acompanhada de uma fatura falsa, de um especialista bem estabelecido em Paris e com práticas problemáticas.

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Uma investigação construída como um thriller

Esta investigação diabolicamente documentada, construída como um thriller, começa com a custódia de Jean-Luc Martinez, ex-diretor do Louvre (2013-2021). Recria as ações que ligam negociantes, colecionadores, curadores de museus, suspeitos de falsificação e tráfico de objetos de origem obscura. Edificante!

Ouro saqueado dos faraós“, Vincent Noce, Buchet Chastel, 288 p., 22,50 €

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