Ativistas do grupo ambientalista Extinction Rebellion (XR), totalizando 300 segundo os organizadores, ocuparam a passarela Simone-de-Beauvoir, em Paris, ao meio-dia de sábado, mas a polícia começou a evacuá-los, notou a AFP.

Menos de três quartos de hora após o início da ocupação, a polícia, após a habitual convocação por megafone, começou a evacuar à força os activistas um a um, apesar dos protestos.

Ativistas do grupo ambientalista Extinction Rebellion (XR) ocupam a passarela Simone-de-Beauvoir em Paris, 21 de março de 2026 (AFP - Kenzo TRIBOUILLARD)
Ativistas do grupo ambientalista Extinction Rebellion (XR) ocupam a passarela Simone-de-Beauvoir em Paris, 21 de março de 2026 (AFP – Kenzo TRIBOUILLARD)

A ação foi organizada nas vésperas da segunda volta das eleições autárquicas, com o objetivo de “lembrar que de facto, nas eleições, não se fala nada de ecologia, (…) enquanto o tema ecológico está no top 3 das preocupações dos homens e mulheres franceses”, explicou Juliette, uma das porta-vozes da XR, à imprensa.

Num ambiente muito bem humorado, pontuado por cantos, barnums e tendas foram montados às pressas na passarela.

Os organizadores tinham como alvo “lugares de poder” como o Conselho de Estado, mas tiveram que mudar de tom, devido a decretos municipais que os impediam de se reunir em vários locais da capital.

Vários ativistas uniram-se uns aos outros, alguns atrás de uma faixa “Juntos contra o ódio”, para dificultar uma evacuação pela polícia.

“Queremos remobilizar as pessoas democraticamente” e que no futuro poderá haver “assembleias de cidadãos que tomem decisões”, explica Granny, 32 anos, activista da XR e comerciante independente de bens em segunda mão.

Ativistas do grupo ambientalista Extinction Rebellion (XR) ocupam a passarela Simone-de-Beauvoir em 21 de março de 2026 em Paris (AFP - Kenzo TRIBOUILLARD)
Ativistas do grupo ambientalista Extinction Rebellion (XR) ocupam a passarela Simone-de-Beauvoir em 21 de março de 2026 em Paris (AFP – Kenzo TRIBOUILLARD)

“Faz parte das grandes linhas, das principais prioridades do

“Há um bloqueio porque não temos escolha, há repressão policial por trás, mas queremos trazer as pessoas, é aberto aos cidadãos”, explicou Juliette, segundo quem o evento pretende ser “coletivo” e “festivo”.

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