Numa casa na aldeia de Kocho (Iraque), cartazes de yazidis desaparecidos cobrem as paredes, 3 de agosto de 2021.

Da Shoah ao massacre de Srebrenica, na ex-Jugoslávia, passando pelas atrocidades do regime do Khmer Vermelho no Camboja ou os assassinatos em massa contra os tutsis no Ruanda, os 20e século viu a sua quota de genocídios, reconhecidos como tal pela justiça internacional. As inimagináveis ​​perseguições infligidas ao povo Yazidi no Iraque e na Síria em meados da década de 2010 pela organização Estado Islâmico (EI) nunca foram objecto de uma investigação criminal internacional.

Este genocídio um tanto rapidamente esquecido foi reconhecido pela justiça francesa pela primeira vez na sexta-feira, 20 de março, ao condenar à revelia um jihadista francês, Sabri Essid, à prisão perpétua por “genocídio” e “crimes contra a humanidade”. O presidente do Tribunal de Justiça de Paris, Marc Sommerer, considerou que o plano de extermínio dos Yazidis, elaborado com o objectivo de “purificação religiosa”constituiu “uma das expressões mais extremas da ideologia do EI” e que Sabri Essid tinha “inscrito nesta cadeia criminosa” na íntegra “conhecimento do projeto genocida”.

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