Martial Foucault é professor universitário na Sciences Po. Com Eric Kerrouche, cientista político e senador por Landes, acaba de publicar O quebra-cabeça democrático. O futuro dos municípios franceses (Edition de l’Aube, 176 páginas, 18 euros).
Você analisou os dados relativos à participação na primeira rodada. A alteração do método de votação nos municípios com menos de 1.000 habitantes, tal como o grande número de listas únicas, teve impacto, nomeadamente nas aldeias?
Teve um efeito duplo. Em primeiro lugar, a participação caiu em relação a 2014: atingiu 64% nos municípios com menos de 1.000 habitantes, contra 75,5% há doze anos, ainda que continue superior à média nacional, fixada em 57,1%. Isto significa que os eleitores estiveram menos mobilizados nos pequenos municípios do que em 2014, sendo 2020 uma eleição especial devido à crise sanitária.
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