
A prefeitura da Ilha da Reunião anunciou na quinta-feira um reforço das medidas de segurança em torno dos fluxos Piton de la Fournaise, face ao afluxo de curiosos que assumem riscos imprudentes.
“Sua vida é muito mais preciosa do que uma bela foto ou vídeo”, lançou a prefeitura em comunicado à imprensa, denunciando “a assunção excessiva de riscos por parte de certos visitantes”, apesar dos repetidos avisos.
“Estes comportamentos perigosos (…) podem ser fatais para quem os comete e encorajam outros espectadores a imitá-los”, sublinha a prefeitura, lembrando que o vulcão pode representar “riscos mortais”.
O Piton de la Fournaise liberta “gases invisíveis mas nocivos” que “podem levar à morte” e o encontro da lava com o oceano provoca “uma reacção química que liberta ácido clorídrico em forma de gás (…) capaz de causar danos duradouros aos pulmões”, insiste a prefeitura, acrescentando que “a lava ultrapassa os 1.000 graus”.
“A esta temperatura, o contato provoca queimaduras imediatas, profundas e extremamente graves”, afirma o comunicado.
Durante a noite de quarta para quinta, dez pessoas perdidas perto do fluxo em uma área fechada ao público tiveram que ser resgatadas remotamente pelo Pelotão da Gendarmaria de Alta Montanha (PGHM).
O prefeito ordenou um controle rigoroso do estacionamento na RN2, estrada que margeia o local. Desde o início da erupção, foram emitidos 560 relatórios sobre este eixo. Será reforçada a sinalização de informação de risco e instalados pontos de informação nas entradas norte e sul do sector em causa.
Piton de la Fournaise, um dos vulcões mais ativos do mundo, está em erupção desde 13 de fevereiro. A lava atingiu o Oceano Índico durante a noite de domingo para segunda-feira, um fenómeno que a ilha não experimentava desde 2007.
Há apenas 40 anos, em 19 de março de 1986, teve início uma das erupções mais espetaculares do vulcão, durante a qual a lava varreu várias casas em seu caminho, destruindo também escolas, empresas e diversas fazendas.