Sébastien Delogu contava com eles. Eles não se mobilizaram por ele. Os eleitores dos bairros operários de Marselha evitaram a primeira volta das eleições municipais, domingo, 15 de Março. E aqueles que foram às urnas não votaram necessariamente no candidato “rebelde”.
Terça-feira, 17 de março, após mais de vinte e quatro horas de suspense, o deputado (La France insoumise, LFI) por Bouches-du-Rhône anunciou que não estaria presente no segundo turno, retirando sua lista “por responsabilidade”, diante do risco de ver o Reunião Nacional (RN), cujo candidato, Franck Allisio, ficou em segundo lugar com 35,05% dos votos, vencer a eleição. Uma decisão também ligada à sua pontuação, 11,94%, longe do total esperado no lançamento da sua candidatura, e que o teria relegado a um papel coadjuvante em caso de continuação.
Cabeça de lista da prefeitura central, colocada na segunda posição no dia 8e sector, que abrange grande parte do círculo eleitoral que o elegeu deputado em 2022 e depois reeleito na primeira volta em 2024, Sébastien Delogu não conseguiu prolongar a onda que o levou às duas últimas eleições legislativas. No 8e setor, sua lista aspirava à vitória. Ela aparece na terceira posição, com 23,80% dos votos, muito atrás da candidata do Marseille Printemps, Samia Ghali (36,96%).
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