A polícia patrulha o bairro muçulmano da Cidade Velha de Jerusalém em 12 de março de 2026.

Adoradores muçulmanos se reúnem para as orações de sexta-feira. No final do Ramadão, neste promontório de Ras Al-Amoud, um distrito de Jerusalém Oriental, existem vários milhares deles, nos corredores, num canteiro central, ou na mesquita Muhammad Al-Fateh (Mehmet, o Conquistador). Numa rotatória, cerca de vinte policiais vigiam.

As minas são sérias. Atrás dos fiéis, brilha a cúpula dourada da Cúpula da Rocha, com vista para a Esplanade des Mosques. Mas o local, que também alberga a mesquita de Al-Aqsa, o terceiro local mais sagrado do Islão, é inacessível. Em 28 de fevereiro, data do início do ataque americano-israelense contra o Irã, as autoridades israelenses proibiram a presença ali, bem como na Igreja do Santo Sepulcro, importante local de peregrinação cristã.

Terminado o sermão do imã, os fiéis fazem fila e ajoelham-se, num silêncio imperturbável. As crianças que brincavam no parquinho param. A oração acontece no ar fresco do final do inverno de Jerusalém. Quando isso terminar, a assembléia se dispersará pacificamente.

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