O fotógrafo Lucien Lung acompanhou o jornalista Jean-Philippe Rémy durante duas semanas para contar a história de Cuba, esta ilha em crise que atravessa uma crise económica sem precedentes. Além do pesadelo diário, o sequestro pelos Estados Unidos do presidente venezuelano Nicolás Maduro, aliado do país, acrescentou maior desconfiança e vigilância ao contexto tenso. Depois de passar um tempo em Havana, os repórteres viajaram para O mundo o campo de bicicleta.

Leia o relatório | Artigo reservado para nossos assinantes Longe de Havana, uma travessia de Cuba sob o olhar curioso da segurança do Estado

Esta foi sua primeira vez em Cuba e quais foram suas primeiras impressões ao chegar em Havana?

Já estive em Cuba há vinte e cinco anos, quando era adolescente, mas desta vez foi muito diferente. A atmosfera nas ruas não tem mais nada a ver com isso. Sentimos que a esperança não é mais a mesma. Para esta reportagem, chegamos a Havana no dia 31 de dezembro, à noite. No caminho para chegar à cidade havia pouquíssima luz e estava super tranquilo lá fora. Isso criou uma atmosfera bastante estranha.

Você poderia nos descrever a situação no terreno?

Entramos no país com visto de turista, por isso, nos primeiros momentos da reportagem, tentamos nos misturar com os poucos turistas que restaram, enquanto tomamos o pulso de Havana. Misturei fotos turísticas e imagens que tivessem mais significado para a reportagem.

Em 3 de janeiro, o sequestro de Maduro pelos Estados Unidos na Venezuela acrescentou um elemento de tensão às ruas e de desconfiança nos poucos estrangeiros presentes. Havia uma sensação de vigilância omnipresente por parte de agentes de segurança à paisana que apareciam abertamente para monitorizar os turistas, bem como a população. Todo o desafio era falar com as pessoas sem colocá-las em perigo e sem revelar o real motivo da nossa presença.

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