Em 1942, no campo de internamento de Drancy, a nordeste de Paris, por onde passaram milhares de judeus franceses antes de serem deportados para os campos de extermínio nazistas.

“Les Escapees du convoy 53”, de Benjamin Fogel, Gallimard, 288 p., 21€, digital 15€.

Na família de Benjamin Fogel, a façanha de seu avô Paul tornou-se lendária. Deportado para o centro de extermínio de Sobibor, na Polónia, com o irmão Robert e os pais, em março de 1943, fez parte de um grupo de treze cativos (incluindo Robert), que conseguiu escapar serrando o chão da carroça – antes de ser recapturado e levado para Auschwitz. Paul sobreviveu, mas Robert sucumbiu à tuberculose. “Mesmo que essa história fosse extraordinária, ela se tornou quase comum para mim”confidencia o romancista ao “Mundo dos Livros”.

Ele conta hoje esta extraordinária aventura num romance épico, que começa em Paris, em janeiro de 1943, com a denúncia da família judia por uma namorada ciumenta, enganada por Robert, e termina três meses depois na Polónia, à entrada de Auschwitz.

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