Uma urna funerária aborígine.

Na noite de 2 para 3 de setembro de 2018, enormes chamas, causadas por um curto-circuito no sistema de ar condicionado, irromperam no Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, um palácio colonial amarelo pastel que abrigou a família imperial no século XIX.e século.

Apesar da rápida intervenção dos bombeiros, o incêndio alastrou-se por cerca de uma centena de divisões do edifício, danificando o esqueleto de Luzia, um dos fósseis mais antigos deHomo sapiens na América do Sul, datando de mais de 11.500 anos, bem como múmias egípcias e fósseis de dinossauros. Quase 85% do acervo do museu, composto por 20 milhões de peças antigas e etnográficas, desapareceram no incêndio.

Transtornada com a tragédia, a fotógrafa e oceanógrafa brasileira Lívia Melzi, radicada na França desde 2012, embarca em um novo projeto artístico, com a missão de documentar os objetos resgatados. Graças ao apoio do Centro Nacional de Artes Plásticas e do Instituto Francês, este entusiasta da museologia viaja três vezes ao Rio, entre 2024 e 2025, para fotografar mais de uma centena de peças preservadas do desastre.

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