Quem sucederá “Anora” ao vencer o Oscar de Melhor Filme de 2026? Timothée Chalamet está a caminho da vitória? Jessie Buckley tem concorrente? Fazemos um balanço algumas horas antes da cerimônia.

Estamos quase lá! A temporada de premiações 2025-2026 chega ao fim com esta 98ª cerimônia do Oscar que se prepara para dar seu veredicto, na noite de 15 para 16 de março para nós. E é um eufemismo dizer que esta é uma das edições mais abertas dos últimos anos, com categorias em que é muito difícil apontar um favorito, o que não nos desagrada em termos de suspense, onde o triunfo de Oppenheimer já parecia estabelecido há dois anos.

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Dito isto, os prémios já atribuídos (Globos de Ouro, Prémios BAFTA e troféus atribuídos pelos sindicatos) permitem identificar tendências de forma mais ou menos pronunciada, sabendo-se que este ano houve uma pequena alteração no nível de votos, agora associada à plataforma onde cada eleitor pode ver os filmes nomeados: para poder votar, cada membro tinha que ver as longas-metragens, ou certificar que as viu, e isso pode ter impacto nas suas escolhas.

Poucas horas antes da cerimónia, e com a votação encerrada desde 5 de março, vamos rever os favoritos em cada uma das seis categorias principais, enquanto aguardamos para saber os nomes dos vencedores, e ver se há surpresas.

MELHOR FILME

E o favorito é… Uma batalha após a outra! Mas não muito. E só o prémio atribuído no dia 26 de fevereiro pelo Sindicato dos Produtores, que serve de indicador muito fiável para o Óscar, parece ter feito pender a balança. Porque até agora o filme de Paul Thomas Anderson estava lado a lado com Hamnet de Chloé Zhao: as duas obras haviam triunfado no Globo de Ouro (a primeira em Comédia/Musical, a segunda em Drama), antes de devolverem a capa no BAFTA Awards.

Mas, já, Uma batalha após outra parecia ter precedência sobre Hamnet, ganhando o troféu de Melhor Filme à frente de seu concorrente, que saiu com o prêmio de Melhor Filme Britânico. E os PGA Awards parecem ter acertado em cheio ao premiar o décimo longa-metragem de Paul Thomas Anderson, sabendo que sete dos seus últimos dez vencedores conquistaram o Oscar supremo atrás, Spotlight, Moonlight e Parasite tendo desafiado as previsões ao triunfar, respectivamente, The Big Short, La La Land e 1917.

Resta o outsider Sinners, cuja classificação continua subindo ao longo das semanas: líder das indicações com 16 citações, o filme de terror de Ryan Coogler parece estar a caminho de ser o primeiro vencedor do Oscar de Melhor Elenco da História, e o de Melhor Música Original parece estar prometido a ele também. Mas será que ele consegue sonhar mais alto, num ano em que os favoritos lutam para emergir?

Nas últimas semanas, Sinners ganhou três prêmios BAFTA e depois o prêmio WGA de Melhor Roteiro Original antes de ver Michael B. Jordan substituir Timothée Chalamet entre os atores. E como o Oscar é resultado de uma campanha, os últimos prêmios apresentados podem ser indicadores de uma tendência emergente, e nos levar a uma nova surpresa.

MELHOR REALIZAÇÃO

E o favorito é… Paulo Thomas Anderson! Ainda mais do que para Melhor Filme, a luta pelo Oscar de Melhor Diretor parece ter acabado: do Globo de Ouro ao BAFTA, passando pelo DGA Award, o diretor de Boogie Nights e Magnolia tem se saído perfeitamente até agora, a tal ponto que parece improvável hoje ver o Oscar escapar dele, especialmente devido ao seu trabalho dantesco em Uma batalha após outra, que já o tornava o favorito nesta categoria antes do anúncio das nomeações.

Ainda mais do que entre os produtores, o Prémio DGA (concedido pelo sindicato dos realizadores) é um indicador mais fiável porque, nas últimas dez edições, apenas Sam Mendes (1917), dublado por Bong Joon-ho na reta final, não ganhou o Óscar de Melhor Realizador depois de ter ganho este prémio.

E já era hora de coroar o autor de Haverá Sangue, Fio Fantasma e O Mestre, indicado pela quarta vez em sua carreira nesta seção, e que também pode ganhar o Oscar de Melhor Roteiro Adaptado, já que ganhou o WGA Award (prêmio do sindicato dos roteiristas) no dia 8 de março.

MELHOR ATRIZ

E o favorito é… Jessie Buckley! Ainda mais do que entre os diretores, o Oscar de Melhor Atriz é o grande prêmio que nos oferecerá menos suspense. Atualmente estrelando The Bride!, a atriz ganhou tudo por sua interpretação de Agnes Shakespeare em Hamnet, do Globo de Ouro ao SAG Award, passando pelo Globo de Ouro.

Rose Byrne (Se eu tivesse pernas, chutaria você), Kate Hudson (On the Blues), Renate Reinsve (Sentimental Value) e Emma Stone (Bugonia) já podem ter se decidido, porque há poucas chances de o Oscar de Melhor Atriz escapar de Jessie Buckley, indicada pela primeira vez nesta seção, depois de ter sido indicada para Melhor Atriz Coadjuvante por A Filha Perdida em 2022.

MELHOR ATOR

E o favorito é… Michael B. Jordan? Observe o ponto de interrogação, para a categoria mais aberta entre as principais, onde as cartas foram embaralhadas e reembaralhadas em poucas semanas. Depois do Globo de Ouro, o assunto parecia encerrado: considerado favorito por sua intensa atuação em Marty Supreme (e graças à sua promoção XXL), Timothée Chalamet confirmou seu status… e então chegaram os BAFTAs, e com eles as primeiras dúvidas.

Na Grã-Bretanha, foi Robert Aramayo (I Swear) quem criou a surpresa, seguido poucos dias depois por Michael B. Jordan, vencedor do prémio atribuído pelo sindicato dos actores, o que deixou ainda mais confusos os meteorologistas. Porque o triunfo da estrela de Sinners acompanha a ascensão do filme de Ryan Coogler nas conversas, e pode ser o indicador de uma verdadeira mudança na corrida ao Oscar, mesmo que o SAG Award não seja automaticamente sinônimo de uma estatueta de ouro por trás dele. E não é o próprio Timothée Chalamet, coroado no ano passado por A Perfect Stranger antes de perder para Adrien Brody (The Brutalist), que dirá o contrário.

Principalmente porque a opção Wagner Moura (O Agente Secreto), vencedor do Globo de Ouro de Melhor Ator em Drama, não pode ser descartada, ainda mais em uma categoria que promete ser competitiva o suficiente para que um outsider possa se beneficiar dela. Agora resta A questão que agita Hollywood: será que a aventura arriscada de Timothée Chalamet na ópera e no balé poderia ter tido impacto na lista de prêmios?

Como o vídeo está circulando desde 6 de março, um dia após o encerramento da votação, ficaríamos tentados a dizer não. Só que está online desde 24 de fevereiro (cinco dias antes do SAG Awards), e conseguiu fazer barulho entre os eleitores antes de chegar ao público em geral. Resumindo, muito esperto quem vai adivinhar o vencedor entre os atores.

MELHOR ATRIZ EM PAPEL COADJUVANTE

E o favorito é… Amy Madigan! Desde o início da década de 2020, todos os vencedores do Prêmio SAG de Melhor Atriz Coadjuvante foram atrás do Oscar. Portanto, podemos imaginar com muita calma que Amy Madigan sucederá Laura Dern (Marriage Story), Youn Yuh-jung (Minari), Ariana DeBose (West Side Story), Jamie Lee Curtis (Everything Everywhere All At Once), Da’Vine Joy Randolph (Winter Break) e Zoe Saldana (Emilia Perez).

E seria uma ótima maneira para a Academia premiar o sucesso de Evanouis e incluir um pouco do cinema de gênero na lista de prêmios, através de o intérprete da aterrorizante tia Gladys. Mas nem tudo está ganho para a mulher que conquistou a segunda nomeação da sua carreira, 40 anos depois da primeira (para Autumn Sun): Teyana Taylor (One Battle After Another) ganhou de facto o Globo de Ouro, antes de Wunmi Mosaku fazer o mesmo no BAFTAS e constituir outro exemplo da campanha publicitária dos Sinners que está a crescer.

MELHOR ATOR EM PAPEL DE APOIO

E o favorito é… Sean Penn! No entanto, acreditávamos que esta terceira estatueta lhe escaparia quando Stellan Skarsgard ganhou o Globo de Ouro e conquistou a pole position, numa categoria graças à qual a Academia gosta de premiar um ator ou atriz por todo o seu trabalho (mesmo que ele seja avassalador em Valor Sentimental). Mas o ator de One Battle After Another fez um retorno espetacular, vencendo no BAFTAS e depois no SAG Awards.

Tal como acontece com as atrizes, os vencedores do SAG Awards e do Oscar de Melhor Ator Coadjuvante são os mesmos desde o início da década de 2020. Portanto, Sean Penn parece muito bem encaminhado para participar da colheita de estatuetas do filme de Paul Thomas Anderson, graças à sua atuação insana, e até mesmo ser o único intérprete coroado enquanto tem um indicado por categoria de atuação.

Resumindo, e se nos basearmos nos indicadores que nos são dados pelos prémios atribuídos pelos sindicatos (cujos eleitores também são membros da Academia), os vencedores dos Óscares de 2026 poderiam ser os seguintes:

  • Melhor Filme: Uma batalha após a outra
  • Melhor conquista: Paul Thomas Anderson – uma batalha após a outra
  • Melhor Atriz: Jessie Buckley – Hamnet
  • Melhor Ator: Michael B. Jordan – Pecadores
  • Melhor Atriz Coadjuvante: Amy Madigan – desmaiou
  • Melhor Ator Coadjuvante : Sean Penn – Uma batalha após a outra

Mas, depois de uma 97ª edição em que polémicas (em torno de Emilia Perez e O Brutalista) participaram ativamente na campanha, estes Óscares de 2026 ainda podem nos reservar surpresas. E não vamos reclamar que a lista de prêmios não está escrita com antecedência.

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