Maria Luisa Fantappie é chefe do programa Mediterrâneo, Médio Oriente e África no Istituto Affari Internazionali em Roma, um think tank de política internacional. A sua investigação centra-se no Médio Oriente, na diplomacia europeia e na competição entre grandes potências na região, bem como na mediação de conflitos.
Nas vésperas de um referendo decisivo sobre a justiça – um grande teste para o seu governo – marcado para 22 e 23 de março, Giorgia Meloni parece internamente enfraquecida pelo ataque americano-israelense ao Irão. Como explicar tal porosidade entre a situação internacional e a vida política italiana?
A situação internacional começa a colocar um problema de credibilidade para Giorgia Meloni. Desde que chegou ao poder em 2022, a presidente do conselho tem confiado fortemente no seu “ativismo” no exterior para consolidar a sua legitimidade na cena nacional. Ela desenvolveu entre os italianos a história de um país que voltaria a ser respeitado e que agora contaria, graças a ela, no devido nível nos assuntos mundiais.
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