Passaram-se sete anos desde que um ministro dos Negócios Estrangeiros francês pôs os pés em solo centro-africano. A visita de Jean-Noël Barrot a Bangui, a capital, na quinta-feira, 12 de março, e na sexta-feira, 13 de março, sublinha o desejo de Paris de mostrar que a disputa, alimentada nos últimos anos por campanhas de desinformação contra a França, orquestradas pelos mercenários russos de Wagner na República Centro-Africana, foi esquecida. Paris já não pretende ceder terreno ao seu adversário russo.
Enquanto o Próximo e Médio Oriente está em chamas e a França tenta fazer ouvir a sua voz naqueles países, a continuação desta deslocação “demonstra que a República Centro-Africana é importante para a França”sublinha uma fonte diplomática francesa. Na capital da antiga colónia francesa, Barrot reuniu-se com o Presidente Faustin-Archange Touadéra, no poder desde 2016, bem como com a sua homóloga Sylvie Notéfé e o Primeiro-Ministro Félix Moloua. Quinta-feira, perante a imprensa, o ministro falou em “ o restabelecimento completo das relações entre os nossos dois países, após um período de esfriamento”.
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