O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky em Bucareste em 12 de março de 2026.

A guerra que está a desencadear o Médio Oriente pode parecer muito distante para a Ucrânia. Em Kiev, porém, reacende uma preocupação familiar: a de ver a atenção do mundo desviada ainda mais de um conflito que já dura mais de quatro anos. Na capital ucraniana, a nova guerra lançada por Israel e pelos Estados Unidos quase duas semanas antes não alterou em nada a vida quotidiana. Os bombardeamentos russos continuam nas cidades do país, enquanto nas frentes oriental e sul os combates continuam inabaláveis.

Entre as primeiras preocupações que parecem já estar a materializar-se está a relativa à economia russa. Embora a Ucrânia conte com o esgotamento das capacidades económicas da Rússia desde o início da invasão, o aumento dos preços do petróleo poderá permitir a Moscovo obter alívio financeiro.

“O grande vencedor do conflito”

A guerra no Irão oferece, de facto, à Rússia uma oportunidade de reforçar o seu domínio nos mercados energéticos, em detrimento dos Estados do Golfo, que não podem exportar os seus produtos. De acordo com o Tempos Financeirosa Rússia ganharia até 150 milhões de dólares adicionais por dia graças às suas vendas de petróleo, “o que faz dele o grande vencedor do conflito”. Os Estados Unidos até autorizaram temporariamente a venda de petróleo russo armazenado em navios na quinta-feira. Para Kiev, este apelo ao alívio da economia russa num momento tão crucial da guerra representa um sério risco estratégico.

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