A franquia De Volta para o Futuro nunca para de nos surpreender, pois é cheia de detalhes ocultos! Desta vez, dissecamos uma referência muito sutil que nem mesmo os maiores fãs haviam percebido!
Você achou que a saga De Volta para o Futuro havia revelado todos os seus detalhes ocultos? Não! A trilogia é repleta de referências sutis e outras piscadelas, e é sempre um prazer compartilhá-las com o público em geral!
Uma piscadela muito bem escondida
Desta vez vamos focar em um elemento do segundo filme! Este não é um detalhe visual, mas sim uma particularidade da versão original. Se você cresceu nos anos 80 e 90, provavelmente descobriu De Volta para o Futuro em sua versão culta francesa, brilhantemente adaptada por Sylvain Dahan e Philippe Novikoff.
Obviamente, quando fazemos uma adaptação para uma versão francesa, certas piadas ou referências da versão original devem ser alteradas para “adaptar-se” justamente ao público francês. Foi assim que o famoso “Grande Scott” entoado por Doc foi traduzido como “Nome de Zeus”, expressão que se tornou absolutamente cult.
Muitas vezes, quando perguntamos aos fãs da franquia se eles viram De Volta para o Futuro na versão original, todos respondem negativamente. O VF é tão memorável que nem temos a ideia de lançar a saga em inglês. Porém, devemos nos interessar por isso, porque às vezes alguns pequenos detalhes saltam aos olhos, assim como piscadelas cinematográficas.
No início de De Volta para o Futuro 2 (com cerca de 23 filmes), quando Marty chega a Hill Valley em 2015, ele se cruza com seu filho, que é molestado por Griff Tannen em um bar. Depois de ajudá-lo, ele manda a gangue do bandido pelos ares, em uma sequência memorável de hoverboard.
Após esta cena de ação, vemos o filho de Marty saindo correndo do bar, esbarrando no velho Biff Tannen no processo. Ele então atravessa a rua e quase é atropelado por um carro futurista. Em VF, ele então grita: “Ei, ei, estou atravessando! Posso atravessar, sim?!”
Universal
Marty Jr.
Na versão original, o personagem canta assim: “Ei! Estou andando aqui! Estou andando aqui!” A tradução aqui é, portanto, literal e fiel ao que Marty McFly Jr. diz em inglês. O que os fãs nunca perceberam, porque estávamos todos assistindo em francês, foi que essa pequena frase escondia uma referência muito sutil a um clássico de Hollywood: Macadam Cowboy.
Durante uma famosa sequência em que Jon Voight e Dustin Hoffman estão andando na rua, um táxi quase os atropela. Hoffman então começa a gritar com o motorista, batendo no capô: “Estou andando aqui, estou andando aqui!“O ator improvisou completamente essa fala, que se tornou icônica.
Robert Zemeckis e o roteirista Bob Gale homenagearam, portanto, este grande clássico, ao reaproveitar esta frase na boca de Marty Jr. Perdemos, portanto, esta referência em francês, tendo os adaptadores optado por não fazer o personagem dizer o que Dustin Hoffman gritou na versão francesa de Macadam Cowboy: “Ei, você não vê os pedestres aí, não está tudo bem, não, mas você está miro?!”
Assim, mesmo 40 anos após o lançamento do filme, ainda encontramos pequenas sutilezas que escapam até aos maiores fãs, e essa é a força das grandes sagas.
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