A LISTA DA MANHÃ
Esta semana, a obra a não perder é o filme de animação Planetasde Momoko Seto, uma longa viagem pelo cosmos misturada com a maionese do surrealismo poético. Mencionemos também Órfãoum drama de Laszlo Nemes que entrelaça o destino de um jovem judeu a quem é pedido que mude a sua identidade com a de um país, a Hungria, cuja insurreição acaba de ser amordaçada pela ditadura. Também podemos ir e descobrir Victor como todo mundo de Pascal Bonitzer para revisitar a vida do poeta Hugo com Fabrice Luchini, O Testamento de Ann Leecinebiografia histórica de Mona Fastvold, ou o documentário Primeiros nomesde Nurit Aviv.
A não perder
“Planetas”: sementes de personagens fabulosos
Dirigido por Momoko Seto, diretora japonesa radicada na França, este filme é uma fábula ecológica trabalhada com ciência pura, montada com a maionese do surrealismo poético, desprovida do menor diálogo e de qualquer traço humano, banhada por sons incríveis, hibridizada por macro shooting ao vivo e animação 3D. Um filme, em suma, como nenhum outro. A história – segure firme – é a de quatro aquênios-dente-de-leão que voam de uma terra atomizada para partir em busca de um planeta onde possam perpetuar a vida da espécie e, ao fazê-lo, contribuir para a biodiversidade.
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