A Cité Internationale Universitaire de Paris (CIUP) está em alerta. Este imenso campus no sul da capital – que acolhe anualmente 12 mil estudantes, investigadores e artistas de todo o mundo, em cerca de quarenta residências nacionais – tem-se preocupado, nos últimos meses, com o que se passa na Casa Argentina, a Casa da Argentina. O seu diretor, Santiago Muzio, um advogado franco-argentino próximo dos círculos conservadores argentinos e europeus, utiliza o establishment para expandir a teia da extrema direita internacional.
A situação preocupa as mais altas autoridades da CIUP. “Levo isso muito a sério e estou muito atento a isso”garante Jean-Marc Sauvé, presidente da fundação nacional Cité Internationale universitaire de Paris, que coordena este conjunto único onde se reúnem casas dos Estados Unidos, Cuba, Grécia, Marrocos, Coreia, Japão e Ucrânia.
Último episódio de uma série de acontecimentos constrangedores: a retirada de uma placa, instalada em 2022 no salão da Casa da Argentina em homenagem aos 30 mil “desaparecidos e vítimas do terrorismo de Estado” da ditadura (1976-1983). Os moradores que expressaram preocupação com seu desaparecimento não receberam resposta.
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