Às vésperas das eleições municipais, três economistas do HEC – Yann Algan, Antonin Bergeaud e Camille Frouard – analisaram o voto dos funcionários do setor privado para o Rally Nacional (RN). O partido de extrema-direita tornou-se a principal força política entre estes últimos (25,5%), incluindo entre os executivos, o que contradiz a imagem de um partido reservado apenas aos “perdedores” da globalização.
Esta pesquisa, publicada na segunda-feira, 9 de março pela HEC (“Política no trabalho: experiências corporativas e divisões políticas entre funcionários em França”), centrou-se em 3.909 funcionários do setor privado, entrevistados entre 2024 e 2025. Segundo os economistas, o voto do RN, como qualquer voto anti-sistema, é largamente explicado por fatores subjetivos: confiança nos outros e satisfação com a vida. No entanto, esses afetos são em grande parte construídos no trabalho. Entrevista com Yann Algan, especialista em economia, confiança e bem-estar nas organizações e sociedades.
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