Num posto de gasolina em Nemours, em Seine-et-Marne, 7 de março de 2026.

O primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, anunciou domingo, 8 de março, em “um plano excepcional de 500 cheques” em postos de gasolina, [de] Segunda-feira [à] Quarta-feira “para evitar “aumentos abusivos de preços na bomba”.

“A guerra no Médio Oriente não pode servir de pretexto para aumentos excessivos dos preços na bomba”explica o chefe do Governo, que especifica que estes três dias de controlo, que serão realizados pela repressão à fraude (DGCCRF), representam “o equivalente a um semestre completo do plano de controle usual”.

No X, o líder do La France insoumise Jean-Luc Mélenchon julgou que ele “seria mais simples bloquear preços, porque qualquer aumento no contexto é abusivo”irônico sobre o número de cheques “embora existam 10.000 estações de serviço em França”.

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O governo anunciou na sexta-feira que a SP95-E10, a gasolina mais consumida pelos franceses, teve um aumento de 10 cêntimos face à semana anterior, antes do início da guerra no Médio Oriente. A subida do gasóleo é ainda mais acentuada: era vendido na sexta-feira a 1,98 euros por litro, em média, face aos cerca de 1,72 euros de 27 de fevereiro, uma subida de 26 cêntimos (+15%).

“Se algum [stations-service] estão se aproveitando da situação, eles devem ser colocados de volta na linha”disse o ministro da Economia, Roland Lescure, garantindo que “ se o [abus] estão confirmados, prosseguiremos sem pestanejar com “nome e vergonha”em referência à prática de tornar públicos nomes de empresas não virtuosas.

O governo descarta uma redução do IVA

Vários partidos políticos, incluindo o Rally Nacional (RN) e o La France Insoumise (LFI), foram comovidos nos últimos dias por este aumento nos preços.

A chefe dos deputados do RN, Marine Le Pen, propôs nesta quarta-feira reduzir os impostos sobre combustíveis para compensar os aumentos. O seu partido apela há vários anos à redução do IVA de 20% para 5,5% sobre os combustíveis, o fuelóleo e o gás.

O presidente do RN, Jordan Bardella, também apelou na segunda-feira à redução do IVA e dos impostos especiais de consumo sobre produtos petrolíferos (antigo TICPE, imposto de consumo interno de produtos energéticos), o outro imposto sobre combustíveis, “em caso de surto”.

O presidente da comissão de finanças da Assembleia Nacional, Eric Coquerel (LFI), pediu ao governo que “considere um congelamento de preços” gasolina e, “se a situação persistir”para prosseguir “ajustes” sobre impostos especiais de consumo.

A Ministra da Energia, Maud Bregeon, estimou “inconcebível” reduzir o IVA e os impostos especiais de consumo, porque isso levaria a um buraco de quase 20 mil milhões de euros no orçamento do Estado.

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O mundo com AFP

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