Cs fotos correram o mundo: na primeira, Andrew Mountbatten-Windsor, irmão do rei Carlos III, aparece, com olhos assustados, tentando escapar da traseira de seu carro dos flashes dos paparazzi estacionados em frente a uma delegacia de Norfolk (nordeste da Inglaterra), no dia 19 de fevereiro. Na outra, tirada quatro dias depois, Peter Mandelson é imortalizado com o rosto sombrio, cercado por policiais à paisana que vieram prendê-lo em sua casa perto de Regent’s Park, no centro de Londres. Tanto no caso do ex-príncipe como no do ex-ministro Tony Blair e Gordon Brown, a polícia investiga suspeitas de “má conduta no exercício de [leurs] funções »por passar informações confidenciais a um amigo em comum: o criminoso sexual Jeffrey Epstein.

Este crime é notoriamente difícil de estabelecer e nem Andrew Mountbatten-Windsor, 66, nem Peter Mandelson, 72, foram acusados ​​no início de março. No entanto, o simples facto de estes dois homens estarem finalmente a ser responsabilizados como cidadãos comuns parece marcar o fim de uma era para uma geração de figuras poderosas no Reino Unido, sejam membros da família real ou da intelectualidade política.

Durante quarenta anos, Peter Mandelson, um dos pais do Novo Trabalhismo (o Partido Trabalhista despojado dos seus valores socialistas por Tony Blair) gozou de enorme influência, apesar de uma reputação manchada por escândalos. Aquele a quem os meios de comunicação batizaram de “Príncipe das Trevas” pela sua habilidade e pela sua falta de escrúpulos deve entregar a sua pasta como Ministro do Comércio de Tony Blair em 1998 por não ter declarado um empréstimo de montante equivalente a mais de 400.000 euros a um colega do governo. Um ano depois, porém, foi nomeado Secretário de Estado da Irlanda do Norte. Mas terá de renunciar novamente, suspeito de ter facilitado o pedido de passaporte de um empresário indiano.

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