Sophia Chikirou, candidata do La France insoumise à Câmara Municipal de Paris, e Emmanuel Grégoire, candidato do Partido Socialista, durante um debate cidadão organizado pela Federação das Associações Juvenis Parisienses, em Paris, 31 de janeiro de 2026.

Segurança, limpeza, habitação, ambiente: este é o quarto principal dos temas de campanha dos seis principais candidatos à Câmara Municipal de Paris. Se todos publicaram um programa mais ou menos completo, a divisão entre direita e esquerda cristaliza-se sobretudo nestes temas, definindo duas visões diferentes da capital.

Segurança: uma divisão direita-esquerda no armamento policial

Em Paris, a polícia municipal celebrará o seu quinto aniversário em 2026 e a sua juventude não a impede de estar no centro dos programas de direita. Rachida Dati (Les Républicains, LR), Pierre-Yves Bournazel (Horizons), Sarah Knafo (Reconquête!) e Thierry Mariani (National Rally) querem armar os agentes e aumentar os números – hoje cerca de 2.300 – para 5.000, 6.000, 8.000 e 8.350 policiais respectivamente.

Propõem ainda reforçar a presença policial nos transportes, bem como os meios de videovigilância, quer com novas tecnologias (Mmeu Knafo, M. Bournazel), ou multiplicando por dois (Mmeu Dati) ou por três (Sr. Mariani) o número de câmeras – 4 mil atualmente. Brigadas caninas são sugeridas por M. Bournazel e M.meu Knafo, que também quer uma polícia municipal a cavalo, como Mmeu Dati, com destaque para o Champ-de-Mars e o Bois de Boulogne e Vincennes. Estes candidatos contam também com o projecto de lei actualmente em apreciação no Parlamento para, em última análise, alargar os poderes da polícia municipal.

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