Quando se trata de detectar a violência contra as mulheres, os médicos de clínica geral, o principal contacto dos pacientes, poderiam fazer melhor. Poucos dias antes do Dia Internacional dos Direitos da Mulher, domingo, 8 de março, a Alta Autoridade para a Saúde (HAS) divulgou, quinta-feira, 5, os resultados de uma consulta que mostra progressos, embora ainda lentos.
No sigilo da consulta, as discussões sobre o tema não passam despercebidas: uma em cada 20 mulheres (5%) declara ter sido questionada sobre este assunto, face a uma em 33 (3%) em 2022, detalha a Alta Autoridade, com base num inquérito realizado online, entre 27 de outubro e 4 de novembro de 2025, junto de uma amostra representativa de 1.000 mulheres adultas, das quais 876 tiveram consulta de médico de clínica geral nos últimos dezoito meses. Entre eles, 17% lembram-se de terem sido questionados sobre a sua relação com o parceiro, em comparação com 14% três anos antes. “Hoje, apenas um quarto das vítimas confia no seu médico de família, principalmente porque elas próprias lhe contam isso, por não terem sido questionadas”ainda enfatizamos no HAS.
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