As obras de Rodolfo Abularach expostas na feira Arco, no centro de exposições Ifema, em Madrid, no dia 4 de março de 2026.

Os dois vastos hangares do complexo Ifema que acolhe anualmente a feira Arco Madrid, no nordeste da capital espanhola, não têm nem o encanto nem a centralidade de um Grand Palais, cenário da Art Basel Paris, ou de um Regent’s Park, para a feira Frieze, em Londres. Mas a grande feira espanhola de arte contemporânea, lançada em 1982 em plena revitalização económica e cultural da Movida, sabe atrair representantes de grandes instituições e colecionadores de todo o mundo, bem como uma multidão de curiosos e amantes da arte, com cerca de 200 galerias presentes e mais de 90.000 visitantes por ano.

Uma das grandes especificidades da feira, cujas portas estão abertas desde quarta-feira, 4 de março, e até domingo, 8 de março, é criar uma ponte entre o continente europeu e a América Latina. Se as galerias espanholas – vindas de todo o país, com um ecossistema cultural mais descentralizado que o de França – representam 34% dos participantes, mais de 30% das galerias na representação internacional vêm da América Latina, com forte presença do Brasil e da Argentina.

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