A guerra no leste da República Democrática do Congo, reacendida em Novembro de 2021, nunca foi caracterizada pela sua intensidade tecnológica ou mecanização. Opondo-se à rebelião da Aliança do Rio Congo/Movimento 23 de Março (AFC/M23), apoiada pelo Ruanda, ao exército congolês (FARDC) e às milícias aliadas locais, caracteriza-se por um jogo de ganhar terreno nas encostas íngremes dos vulcões do Kivu do Norte ou nos planaltos da província vizinha de Kivu do Sul. É principalmente trabalho da infantaria – colunas de soldados que se deslocam a pé por caminhos sinuosos apoiados pela artilharia.
O ano de 2025 apresentou uma inflexão: as armas levantaram voo. “A guerra de drones e a tecnologia anti-drones estão se tornando cada vez mais importantes em ambos os lados do campo de batalha”resume Jason Stearns, conselheiro estratégico de Ebuteli, numa nota deste instituto de investigação congolês sobre política e violência.
Nesta guerra travada a partir do ar, os congoleses acabam de marcar um ponto. Na madrugada de 24 de fevereiro, o porta-voz militar da AFC/M23 foi morto por um ataque de drone nas proximidades da cidade mineira de Rubaya. A bomba caiu sobre a casa onde se encontrava esta figura mediática do movimento – e não sobre o veículo em que viajava, como inicialmente indicado.
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