Para alguns, é um acto de censura, para outros, uma decisão ditada pelo imperativo de garantir a segurança de um grande evento: a Feira do Livro de Bruxelas, da qual 55e edição será realizada de 26 a 29 de março, optou, este ano, por “desafiar o futuro”mas sobretudo confronta um debate muito contemporâneo. E muito político. Ao decidir, no dia 2 de março, recusar a presença do Centro Jean Gol, think tank do Movimento Reformista (MR), partido liberal, a diretoria da Feira do Livro desencadeou uma verdadeira tempestade.
A sua decisão não se basearia “sem consideração ideológica”segundo Tanguy Roosen, seu presidente, mas bem “sobre considerações ligadas a uma análise de risco”. Incidentes ocorreram em 2024 e 2025 durante debates organizados pelo Centro Jean Gol, que exigiram a presença de autoridades e preocuparam os participantes. Não se trata, desta vez, de comprometer a segurança dos visitantes ou de impor uma presença policial massiva, afirmam os organizadores. “Estamos falando de risco de ruptura, mas a vontade de nos excluir foi planejadaobjeta Corentin de Salle, membro do MR e diretor científico do Centro Jean Gol. O tema de discussão que escolhemos este ano, nomeadamente os avanços tecnológicos da China, não deverá criar qualquer dificuldade. »
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