A OPINIÃO DO “MUNDO” – IMPERDÍVEL
No cinema, as representações queer nas áreas rurais, ou nas pequenas cidades, têm crescido como grama no meio do asfalto – ou seja, com moderação. Citemos os filmes de Alain Guiraudie, natural de Aveyron, desde seu primeiro curta, Heróis são imortais (1990); as de Pierre Creton, cineasta e jardineiro radicado na Normandia, que pratica voluntariamente a autoficção com seus amigos e amantes; ou o trabalho atmosférico de Gaël Lépingle, que culmina com Meninos das províncias (2022). Podemos agora acrescentar o menino do campo, na pessoa de Benoît, protagonista de Pedal ruralo primeiro longa-metragem documentário de Antoine Vazquez.
Para começar, uma palavra sobre o personagem e o cineasta. Na casa dos trinta, Benoît mora em Dordogne, na aldeia onde cresceu. Ele havia saído para estudar, mas esse amante da natureza voltou: o bastão alto reformou uma casa, cultivou plantas maravilhosas e construiu para si um refúgio de paz. Onde ele possa girar a saia em paz. Porque é sem dúvida mais difícil viver a sua homossexualidade no campo, quando você é a criança local, conhecida por todos.
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